Alimente essa idéia!
Quero receber o Informativo do Batuíra por email
 :: Visita aos Pacientes – - Sábado e Domingo das 15:00 h às 16:00 h - Segunda a Sexta das 16:30 h às 17:30 h  :: Telefone (62) 3281-0655 ::  Boa Tarde!     


Livro

Adquira


História da Instituição

Estacionamento e vista frontal!O Instituto Espírita Batuíra de Saúde Mental foi fundado em 27/10/1949 (com o nome Sanatório Espírita Batuíra), na cidade de Goiânia-GO, por um grupo de pessoas espíritas que pretendia desenvolver atividades assistenciais a mulheres portadoras de desequilíbrio mental, que seriam, no entender desse grupo, pessoas que traziam consigo perturbação de origem espiritual.

Como seria de se esperar, o atendimento a tais pessoas exigia também profissionais especializados. Esse atendimento se realizou durante quase quarenta anos de forma voluntária.

A instituição é regida por uma Diretoria Executiva, que é eleita a cada dois anos por um Conselho Deliberativo, que também se renova a cada quatro anos. As pessoas que compõem a Diretoria e o Conselho são denominadas de Sócios Efetivos, por contribuírem com a obra, seja com doações ou com o trabalho voluntário.

Cozinha totalmente reformada De acordo com o capítulo I, artigo 1, a instituição tem os seguintes objetivos:

1 - prestar assistência médica a pessoas portadoras de distúrbios psíquicos, bem como aos portadores de vícios que prejudiquem o equilíbrio do ser humano;

2 - a prática da filantropia como dever social e princípio da moral cristã, com exercício pleno da solidariedade e aprimoramento do amor e respeito ao próximo, segundo os conceitos da Doutrina Espírita, estabelecida pela Codificação Kardecista.


Durante quase quarenta anos a instituição se manteve apenas com o auxilio dos sócios e pessoas da comunidade. Com caráter asilar, prestava assistência inteiramente gratuita a uma parcela bastante carente da comunidade local e de outras cidades. Em 1986, após enfrentar dificuldades financeiras, os diretores decidiram firmar convênio com o SUS. Neste período já era estendido o atendimento também a homens.

Durante muitos anos foram mantidas cinqüenta vagas, mas na época do convênio já haviam sido firmadas oitenta. Todas as vagas são oferecidas ao SUS. Atualmente, o Instituto conta quase sessenta vagas.

Refeitório amplo e confortável A partir da firmação do convênio, certas exigências deveriam ser cumpridas e a instituição passaria por um lento processo de transformação, que tem se intensificado a cada dia.

Em seu quadro de funcionários, além do pessoal de apoio em todas os setores, há os profissionais de nível superior tais como: médicos, psicólogo, assistente social, terapeuta ocupacional, nutricionista e enfermeiros.

Durante várias décadas, profissionais de psiquiatria e clínica médica realizaram atendimento em ambulatório que se iniciou gratuitamente e posteriormente, através do SUS. Desde o ano de 2000, o SUS cortou o convênio para o ambulatório, tornando impossível manter os atendimentos.

No mês de julho de 2002, a equipe de profissionais decidiu iniciar atendimento em grupo com os pacientes que recebiam alta com objetivo de mantê-los em acompanhamento. Esses atendimentos são gratuitos e atendem em média 15 pacientes por semana. Por menor que seja o número de atendidos, esses estão sendo beneficiados com a não internação.

Vista da Horta A equipe que dirige a maioria dos profissionais que prestam serviço tem um grande compromisso com a instituição: transformá-la, tornando-a referência na comunidade que o abriga, em um serviço amplo de atendimento em saúde mental, que ofereça não apenas a profilaxia, mas a prevenção dos inúmeros males que envolvem, criam, mantém e estigmatizam pessoas nas tão sofridas doenças mentais.

O Instituto Espírita Batuíra tem passado por consideráveis transformações nos últimos anos, em especial, no transcorrer do ano de 2002, quando a diretoria herdou uma estrutura extremamente precária e um quadro de funcionários cheios de vícios. Diante desse quadro fez-se necessárias decisões urgentes em todos os setores.

Considerando que a instituição possui mais de cinqüenta anos e que boa parte dos prédios foram construídos neste período, sem acompanhamento de arquitetos e engenheiros, com a agravante de não terem sido feitas grandes melhorias, há de se imaginar um quadro precário, também no que se refere à área física. Por isso, os diretores optaram por idealizar uma nova planta para todos os prédios. Esse trabalho foi acompanhado por técnicos da vigilância sanitária, que ofereceram todas as orientações. Apenas pequena parte desta reforma foi realizada. Devido à falta de recursos, no entanto, continua-se envidando todos esforços com objetivo de concluí-la o quanto antes. O pouco que foi reformado ou feito novamente, já surtiram resultados excelentes no bem estar dos pacientes internados.

Um dos pátios internosParalelamente às reformas físicas, a equipe que coordena o Instituto tem se preocupado em melhorar a qualidade do atendimento aos clientes que fazem opção por este local. O que se denomina humanização tem sido trabalhado com os funcionários, pacientes e familiares.

Há uma preocupação em que se modifique o tratamento às pessoas portadoras de sofrimento psíquico, partindo da visão de que são pessoas com toda capacidade de voltarem a viver uma vida saudável e que para isso precisam ser respeitadas no local que as abriga em crise. Tem sido um trabalho lento e que enfrentou certa resistência em quase toda a equipe de profissionais, principalmente no pessoal de apoio.

Não se pode deixar de registrar que a maioria dos trabalhadores está na instituição há mais de cinco anos e trazem conceitos formados de um atendimento em psiquiatria que não pode mais ser aceito, mas que foi de em grande parte absorvido, em concordância com a direção, que por sua vez seguia o que era praticado em outros serviços.

Reformas das EnfermariasSendo assim, tem-se a necessária compreensão que é um trabalho em conjunto com a participação de cada profissional de todos os setores para a construção de uma nova filosofia que será pautada dentro do que estabelece a lei 10.216 da Reforma Psiquiátrica.

A Vida Surpreendente de Batuíra

 

 

ANTÔNIO GONÇALVES DA SILVA "BATUÍRA", nasceu na Freguesia das Águas Santas (Portugal), em 19 de março de 1839. Aos onze anos, imigrou para o Brasil, vivendo três anos no Rio de Janeiro, transferindo-se depois para Campinas (São Paulo), onde trabalhou por alguns anos na lavoura.

Mais tarde, fixou residência na Capital bandeirante, dedicando-se à venda de jornais. Naquela época, São Paulo era uma cidade de 30 mil habitantes. Ele entregava os jornais de casa em casa, conquistando nessa profissão a simpatia e a amizade dos seus fregueses. Muito ativo, correndo daqui para acolá, a gente da rua o apelidava "O BATUÍRA" (nome que o povo dava à narceja, ave pernalta, muito ligeira, de vôo rápido, que freqüenta os charcos, à volta dos lagos).

 

 

Convivendo com os acadêmicos de Direito do Largo de São Francisco passou a dedicar-se à arte teatral: montou pequeno teatro à rua Cruz Preta (depois denominada rua Senador Quintino Bocaiúva). Quando aparecia em cena, BATUÍRA era aplaudido e os estudantes lhe dedicavam versos como estes: "Salve grande Batuíra/Com seus dentes de traíra/Com seus olhos de safira/Com tua arte que me inspira/Nas cordas de minha lira/Estes versos de mentira.

 

 

Àquela altura da sua vida passou a fabricar charutos, o que fez prosperar as suas finanças. Adquiriu diversos lotes de terrenos no Lavapés, onde construiu sua residência e, ao lado, uma rua particular de casas que alugava aos humildes e que hoje se chama Rua Espírita.

 

 

De espírito humanitário e idealista, aderiu, desde logo, à Campanha Abolicionista, trabalhando denodadamente ao lado de Luiz Gama e de Antônio Bento. Em sua casa e abrigava os escravos foragidos e só os deixava sair com a Carta de Alforria.

 

 

Despertado pela Doutrina Espírita exemplificou no mais alto grau dos ensinamentos cristãos: praticava a caridade, consolava os aflitos, tratava os doentes com a Homeopatia e difundia os princípios espíritas. Fundou o jornal "Verdade e Luz", em 25 de maio de 1890, que chegou a ter uma tiragem de cinco mil exemplares.

 

 

Abriu mão dos seus bens em favor dos necessitados.

 

A sua casa no Lavapés, que era ao mesmo tempo hospital, farmácia, albergue, escola e asilo. Ele a doou para sede da Instituição Beneficente "Verdade e Luz".

 

 

Recolhia os doentes e os desamparados, infundindo-lhes a fé necessária para poderem suportar suas provas terrenas. A propósito disso dizia-se de Batuíra: "Um bando de aleijados vivia com ele". Quem chegasse à sua casa, fosse lá quem fosse, tinha cama, mesa e cobertor.  

 

De suas primeiras núpcias com dona Brandina Maria de Jesus, teve um filho, Joaquim Gonçalves Batuíra que veio a se casar com dona Flora Augusta Gonçalves Batuíra. Das segundas núpcias teve outro filho que desencarnou aos doze anos. Mas, apesar disso, Batuíra era pai de quase toda gente. Exemplo disso foi o Zeca, que Batuíra recebeu com poucos meses e criou como seu filho adotivo, o qual se tornou continuador da sua obra na instituição beneficente que ele fundara.

 

 

Eis alguns traços da personalidade de Batuíra pela pena do festejado escritor Afonso Schmidt: "Em 1873, por ocasião da terrível epidemia de varíola que assolou a capital da Província, ele serviu de médico, de enfermeiro, de pai para os flagelados, deu-lhes não apenas o remédio e os desvelos, mas também o pão, o teto e o agasalho. Daí a popularidade de sua figura. Era baixo, entroncado e usava longas barbas que lhe cobriam o peito amplo. Com o tempo essa barba se fez branca e os amigos diziam que ele era tão bom, que se parecia com o imperador".

 

Batuíra era tão popular que foi citado em obras como: "História e Tradições da Cidade de São Paulo", de Ernani Silva Bueno; "A Academia de São Paulo - Tradições e Reminiscências - Estudantes, Estudantões e Estudantadas", de Almeida Nogueira; "A Cidade de São Paulo em 1900", de Alfredo Moreira Pinto. Escreveram ainda sobre ele J. B. Chagas, Afonso Schmidt, Paulo Alves Godoy e Zeus Wantuil.

 

Batuíra criou grupos espíritas em São Paulo, Minas Gerais, e Estado do Rio, proferiu conferências espíritas por toda parte, criou a Livraria e Editora Espírita, onde se fez impressor e tipógrafo.

 

Referindo-se ao seu desencarne, Afonso Schmidt escreveu: "Batuíra faleceu a 22 de Janeiro de 1909. São Paulo inteiro comove-se com o seu desaparecimento. Que idade tinha? Nem ele mesmo sabia. Mas o seu nome ficou por aí, como um clarão de bondade, de doçura, de delicadeza ao céu, dessas que se vão fazendo cada vez mais raras num mundo velho, sem porteira..."


O Instituto Espírita Batuíra de Saúde Mental é auditado pela CONTROLE ASSESSORIA EMPRESARIAL E PUBLICA S/C LTDA
Página Principal Conheça nossa História Artigos Publicados Conheça o Espiritismo Mais Informações Institucional Balanço Social Sua ajuda é importante Você pode ajudar Sua empresa pode ajudar Prestigie nosso Bazar Colaboradores Deixe sua Mensagem Outras Entidades Fale Conosco